Transformação de negócios: por que e como criar uma célula de inteligência na empresa?

Grupo, formado por profissionais do negócio, da TI e outras áreas estratégicas, além de colaboradores externos, deve fomentar projetos e garantir a viabilidade de ações inovadoras

Enéas Rodrigues

A transformação digital tem ditado a visão de negócios de diversas empresas, independentemente de seu porte ou setor de atuação. Com o desenvolvimento de plataformas mais ágeis e a necessidade de maior velocidade de adaptação, a TI responde por boa parte dessas mudanças, que vão além da transição e atualização de sistemas.

Esse cenário cria novas demandas para a área. Primeiro, ela deve ser híbrida, com a capacidade de entregar projetos em ambientes ainda inflexíveis e, também, de desenvolver e integrar soluções ágeis, construindo, aos poucos, uma arquitetura tecnológica mais alinhada com os novos requerimentos do negócio. Assim, surge o desafio de formar uma equipe capaz de tocar o presente, ao mesmo tempo em que molda o futuro da empresa.

Um caminho que torna esse tipo de tarefa possível é a criação de uma célula de inteligência na organização - uma espécie de fórum de inovação e transformação, cujo papel é incentivar a atitude inovadora das pessoas. Esse grupo, formado por executivos do negócio, colaboradores da TI e de áreas estratégicas e profissionais do mercado - como consultores externos, por exemplo -, tem o objetivo de fomentar projetos e garantir a viabilidade estratégica e financeira dessas iniciativas.

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Além disso, é importante que nessa equipe haja pessoas com conhecimento tanto técnico quanto estratégico, para ajudar na implementação das ações necessárias nesse período de transformação - de negócios e tecnológica. Vale destacar que conceitos como de mídias sociais, computação em nuvem, big data, acesso remoto & mobilidade, inteligência artificial e internet das coisas não podem estar restritos à TI. Essas competências devem ser disseminadas pelo fórum para toda a empresa. Quanto mais a organização e seus colaboradores conhecerem sobre esses temas, maior será a oportunidade para que novas ideias e soluções apareçam.

Pesquisas mostram que, atualmente, 80% da estratégia dos negócios envolvem algum tipo de tecnologia. Isso deixa claro que a TI não pode mais ser apenas uma área prestadora de serviços. Ela é uma parte central de todo e qualquer negócio - e é preciso que o time esteja engajado para mudar e seguir de acordo com essa nova mentalidade. Nesse cenário, cabe ao CIO se posicionar como um orquestrador dessa mudança, deixando de ser apenas o gestor da TI para se estabelecer como um executivo diretamente ligado ao negócio e com foco no cliente final.

*Enéas Rodrigues é sócio-consultor na Lozinsky Consultoria

 

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